A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: E DEPOIS? COMO SERÁ A ECONOMIA BRASILEIRA DEPOIS DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS?

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: E DEPOIS? COMO SERÁ A ECONOMIA BRASILEIRA DEPOIS DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS?

A humanidade está atravessada de cicatrizes na memória. A história ao longo dos tempos registrou fatos que não podem ser ignorados por nenhuma nação, e agora estamos vivendo tempos difíceis novamente.

Mas todo desastre é diferente! Vejamos:

A crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial definiram as bases do moderno “estado de bem-estar”, e a epidemia de gripe de 1918 direcionou a criação dos sistemas nacionais de saúde em muitos países europeus. Assim, cada crise econômica deixa uma herança de recordações e feridas, mas, também gera mudanças. É humanamente impossível pensar que essa inimaginável experiência de máscaras, distanciamento social, perdas humanas e cancelamento da vida não trará consequências após o final da pandemia. Ainda é cedo para saber exatamente quais serão. É certo que: quanto mais tempo durar a crise, maior será o dano econômico e social.

Os especialistas podem levar anos, até décadas, para explicar todas as implicações do que estamos vivendo agora. O paradoxo, ou não, é que esse vírus explora as características da vida que nós mesmos nos demos: superpopulação, turismo maciço, cidades imensas, viagens aéreas constantes, redes de fornecimento a milhares de quilômetros e uma extrema desigualdade na divisão da riqueza e nos sistemas de saúde públicas. A fragilidade sempre esteve presente!

Essa foi a autêntica ‘placa de Petri’ da COVID-19.

Então, o que virá quando passar?

Uma PANDEMIA traz uma sensação de “tempos de guerra”, mas uma mentalidade que une todo o planeta do mesmo lado. É uma ‘guerra silenciosa’, pois o inimigo é invisível. Segundo analistas, talvez um efeito em longo prazo dessa experiência pode ser que instituições econômicas e políticas sejam mais redistributivas: dos ricos aos pobres, e com maior preocupação pelos marginalizados sociais e idosos.

“Os anos de guerra são períodos de uma grande coesão interior dos países e da preocupação com os outros”, disse Robert J. Shiller, prêmio Nobel de Economia em 2013, em entrevista à Exame recentemente. É uma esperança!

Evidentemente, não podemos comparar o momento que vivemos hoje com a Segunda Guerra Mundial e a crise de 1929, por exemplo, porém, todo o contexto econômico e social causará dor durante muito tempo. “Provavelmente a maioria das economias demorará de dois a três anos para voltar aos níveis de produção que tinham antes da pandemia”, segundo a consultoria IHS Markit. O epidemiologista da Universidade de Harvard, Marc Lipsitch, disse ao The Wall Street Journal que prevê o contágio de 40% a 70% da população adulta em um ano.

“O coronavírus provocará uma recessão muito superior a de 2008-2009, já que a dívida atual da Grécia é de 175,2% de seu PIB, e em níveis igualmente altos, que se aproximam de 100% do PIB, estão a Itália, França e a Espanha”, alerta o economista Guillermo de la Dehesa.

A previsão para o Brasil é que em 2020 o PIB despenque cerca de  7,7% segundo BofA - Bank of America.

O BofA calcula que a economia da América Latina deve encolher 6,8% neste ano e alerta que é improvável que os planos de reabrir os negócios funcionem diante do aumento dos novos casos de coronavírus.

O banco projeta retração de 7,7% do PIB brasileiro neste ano, enquanto a estimativa para a economia do México é de queda de 8%, segundo o BofA.

Sistemas de saúde precários, pouca margem de estímulo fiscal e alto grau de informalidade no mercado de trabalho tornam a América Latina particularmente vulnerável à pandemia de coronavírus, disseram economistas do BofA em relatório publicado na sexta-feira – 15/05.

A Argentina está nos estágios iniciais de reabertura, e o México deve seguir os passos dos EUA ao permitir que o setor manufatureiro retome as operações. Mas, com a capacidade limitada de testes para o vírus, os planos para acabar com as quarentenas na região estão repletos de incertezas, disse o BofA.

 

 A verdade econômica se rege sob suas próprias leis da atração. Mudanças chegam. As grandes empresas terão de repensar onde e como produzem, e, inevitavelmente, algumas profissões desaparecerão ou terão de sofrer mutações para se readaptar futuramente.

As empresas perceberam o perigo que significa somar dependência e distância. Mas é certo que as redes de produção nacionais também se paralisam no caso de uma pandemia. Dá no mesmo. Através do planeta circula uma corrente de desconexão.

“Até mesmo antes da crise muitas multinacionais com sede nos Estados Unidos já estavam reconsiderando sua dependência da CHINA – o famoso: MADE IN CHINA – já assustava”.

Ainda é cedo para saber. Os paralelos e os meridianos do mundo, entretanto, aparentemente formarão uma trama mais fina e menos resistente.

Mudamos nossa existência e nossa forma de trabalhar em um suspiro. Não podemos em outro modificar a maneira como habitamos o planeta? Veremos DEPOIS!

Contudo, AGORA, podemos ver até um cenário diferente do que todos os meios de comunicação têm propagado ‘incansavelmente’ sobre a malfadada pandemia do covid-19. Em artigo publicado em 17/05/2020 a revista “Isto É Dinheiro”mostra como alguns segmentos de negócios cresceram em meio a uma crise sem precedentes. Vejamos:

Isolamento que dá lucro!

“Por trás da paralisia de parte da economia, há negócios e empresas que aceleram suas vendas e resultados. E as mudanças nos hábitos de consumo impostas pelo distanciamento social criam oportunidades para inovar e crescer”.

O artigo fala sobre essas novas oportunidades e como elas trazem crescimento na contramão da retração da economia mundial. O instinto de sobrevivência faz com que o empreendedorismo ganhe novas perspectivas e também se reinvente mediante uma crise. Estudos recentes apontam como alguns segmentos econômicos enfrentaram as primeiras semanas pós-pandemia em todo o mundo.

No topo estão os que tiveram explosão de demanda e que devem manter a alta no longo prazo:

  • Companhias de seguro
  • Planos de saúde
  • Ensino a distância
  • Entretenimento on-line
  • Ferramentas para trabalho remoto
  • Telemedicina, nutrição e saúde

Seguido por setores em que a demanda explodiu, mas deve se estabilizar no longo prazo como:

  • Alimentação
  •  Produtos de limpeza

Os que tiveram forte queda na crise, mas podem apresentar pico no pós-quarentena:

  • Eletrodomésticos
  • Serviços de beleza
  • Roupas e acessórios

E os que caíram muito e devem ter recuperação lenta:

  • Academias
  • Eventos
  • Restaurantes
  • Hotéis e setor de viagens

Em fase final de produção, o recorte brasileiro da pesquisa deve apontar movimento semelhante ao resto do mundo. Na avaliação da sócia da unidade brasileira da Bain & Company, Luciana Batista, o comportamento do brasileiro, no momento, se concentra em consumo de bens essenciais e segmentos na área de tecnologia. “Mesmo com empresas de setores de vestuário, bares e restaurantes terem se adaptado à crise com serviços on-line, vai levar tempo para o digital cobrir as perdas por conta da queda drástica”, diz.

O que sabemos, diante da necessidade de ficar em casa, é que a tecnologia se tornou uma importante aliada da quarentena, e, com isso também traz oportunidades para esse segmento. Da utilização de novas tecnologias no cotidiano dos brasileiros poucos têm se beneficiado tanto quanto o e-commerce. Cálculos da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) apontam que nas últimas duas semanas os supermercados on-line registraram aumento de mais de 180% nas transações.

Assim, nesse cenário o Marketing Digital ganha um papel fundamental nas relações comerciais atuais, servindo de ferramenta fundamental para qualquer tipo de negócio – da quitanda à clínica médica – por exemplo.

Fortalecer a autoridade de uma Marca gera negócios e lucro, consolida parcerias e traz novas possibilidades para um futuro próximo.

Prepare-se para o DEPOIS!